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Camilla Costa

Da BBC Brasil em São Paulo

 

Atualizado em  2 de novembro, 2011 – 14:32 (Brasília) 16:32 GMT

O tratamento de câncer em hospitais de referência da rede pública do Brasil tem qualidade comparável ao de hospitais privados, mas a oportunidade não chega para todos, segundo médicos ouvidos pela BBC Brasil.

De acordo com os especialistas, centros como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), apesar de serem referências no tratamento, conseguem atender a pouco mais de 5% da demanda nacional.

“O Icesp é um exemplo do melhor que a oncologia poderia ser no Brasil, mas não é a realidade de todas as pessoas. Um doente que chega lá tem o mesmo tratamento que o ex-presidente Lula”, disse o oncologista Rafael Kaliks, médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e diretor científico do Instituto Oncoguia, ONG que se dedica à pesquisa e orientação de pacientes com câncer.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com câncer de laringe no último sábado e, na segunda-feira, deu início ao tratamento de quimioterapia no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil teve 490 mil novos casos de câncer em 2010. O número de pacientes novos atendidos no Inca foi de cerca de 11 mil. O Icesp atendeu 14 mil novos pacientes, além dos que já se tratavam na instituição.

Tratamento de quimioterapia.

Espera para tratamento de quimioterapia na rede pública passa de 2 meses

Centros de excelência

O presidente da Associação Brasileira de Radioterapia, Carlos Manoel Mendonça de Araújo, no entanto, diz que, para além dos centros de excelência, a rede privada ainda oferece tratamentos mais sofisticados.

“Os centros de excelência, que são poucos, podem se dar o luxo de fazer tratamentos tecnologicamente melhores, que provocam menos efeitos colaterais, porque também têm recursos de doações e fundações. Os centros comuns não conseguem fazer esses tratamentos, porque o SUS não paga.”

De acordo com o Instituto Oncoguia, o Brasil tem 169 hospitais capacitados para o atendimento a pacientes com câncer pelo Ministério da Saúde, em 22 Estados e no Distrito Federal.

Cerca de oito destes hospitais, segundo os especialistas, podem ser considerados centros de excelência e dois, o Inca e o Icesp, são considerados referência de pesquisa, diagnóstico e tratamento da doença.

Para chegar até eles, no entanto, o paciente precisa ser encaminhado por outra unidade de saúde e passar por uma triagem, que leva em conta fatores como sua localização e os exames que comprovam o câncer.

Qualidade

O câncer de laringe, diagnosticado no ex-presidente Lula, corresponde a 25% dos atendimentos do Instituto Nacional do Câncer, que é considerado a instituição com maior experiência no tratamento deste tipo de tumor na América Latina.

Médicos do ex-presidente Lula em coletiva de imprensa.A equipe que atende Lula tem médicos que atua na rede pública

“Tecnicamente, o Inca é uma instituição de excelência, onde se pratica medicina de alto nível, com resultados comparáveis aos melhores centros nos EUA e na Europa”, disse o cirurgião Fernando Luiz Dias, chefe do Setor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Inca, à BBC Brasil.

Apesar de estar sendo realizado em um hospital privado, o tratamento a que está sendo submetido o ex-presidente Lula é conduzido por uma equipe que também inclui especialistas que atuam em serviços públicos, como o Icesp.

Espera

Segundo Fernando Luiz Dias, o paciente do Inca é examinado por diversos especialistas, para que tenha um tratamento elaborado especificamente para seu caso.

“A diferença daqui (para a rede privada) é uma questão burocrática. Lá haveria um grau de conforto maior com relação a horários de consulta e disponibilidade, porque atendemos muitos pacientes”, disse Dias.

A oncologista Maria del Pilar, do Icesp, diz que a fila de espera pelos tratamentos pode ser um problema em alguns casos, mas que uma parte dos pacientes escolhe permanecer na instituição mesmo com a possibilidade de fazer o tratamento na rede privada, por meio de convênios.

“A radioterapia é o gargalo do atendimento ao câncer do Brasil, por isso ela está em evidência.”

Carlos Manoel Mendonça de Araújo

Segundo um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado na última segunda-feira, o tempo de espera médio para o início do tratamento de quimioterapia na rede pública é de 76,3 dias e somente 35% dos pacientes são atendidos após 30 dias, dentro do prazo recomendado pelo Ministério da Saúde.

Para a radioterapia, é preciso esperar em média 113,4 dias, mesmo nos centros de excelência. Cerca de 16% dos pacientes foram atendidos após o primeiro mês de espera em 2010.

Gargalo

Carlos Manoel Mendonça de Araújo diz que a alta demanda e a falta de equipamentos fazem com que a radioterapia concentre as maiores filas de espera do tratamento de câncer na rede pública.

“A radioterapia é o gargalo do atendimento ao câncer do Brasil, por isso ela está em evidência”, disse Mendonça de Araújo à BBC Brasil.

O levantamento do TCU diz que, em 2010, cerca de 35% dos pacientes que necessitariam de radioterapia nas unidades públicas ficou sem atendimento. Segundo o médico, isso acontece porque o Brasil tem um deficit de 200 equipamentos de radioterapia.

De acordo com o DataSUS, o gasto do governo brasileiro com radioterapia nos últimos 12 meses foi de R$ 366 milhões e com quimioterapia, R$ 1,3 bilhão.

“Isso é porque cerca de um terço dos pacientes que precisam de tratamento com radioterapia para ficarem curados mais rapidamente ficam sem se tratar e fazem quimioterapia por um tempo mais prolongado, como tratamento paliativo, ou cirurgias desnecessárias”, diz Mendonça de Araújo.

FONTE: BBC BRASIL

Imagem da bactéria causadora da tuberculose (SPL)Taxas de mortalidade da doença são altas se não houver tratamento adequado

A incidência de tuberculose e as mortes causadas pela doença caíram de forma significativa no mundo no ano passado, em parte por causa de avanços em países como Brasil e China, informou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No entanto, a OMS ressalta que é necessário mais US$ 1 bilhão para enfrentar a doença, além de esforços para financiar o combate a variações resistentes a medicamentos.

Em seu 16º relatório sobre o tema, a organização contabilizou 8,8 milhões de pessoas que adoeceram de tuberculose no ano passado – contra 9,4 milhões de novos casos registrados em 2009.

O número de mortes caiu para o nível mais baixo da década: 1,4 milhão em 2010. Para efeito comparativo, o ano com o maior número de mortes da década foi 2003, com 1,8 milhão.

O relatório cita avanços em países como Brasil, China, Quênia e Tanzânia.

No caso brasileiro, diz o relatório, “o declínio (da tuberculose) tem sido significativo e sustentado” nos últimos 20 anos. Em 1990, o país registrava mais de 80 casos a cada 100 mil habitantes, mas esse número caiu para cerca de 40 em 2010.

Na China, o número de mortes por tuberculose no ano passado foi reduzido para cerca de 25% do que era em 1990.

No mundo inteiro, as taxas de mortalidade (excluindo-se as mortes em portadores do vírus HIV) caíram para cerca de um terço dos níveis de 20 anos atrás, e “as previsões atuais sugerem que a meta de 50% de redução (da incidência da doença) até 2050 será cumprida” nos países que concentram o maior número de casos, diz a OMS.

‘Prevenção e cuidados’

“Menos pessoas estão morrendo de tuberculose, e menos estão adoecendo. É um grande progresso. Mas não é motivo para complacência”, disse em comunicado o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

“Muitos milhões ainda desenvolvem tuberculose anualmente, e muitos morrem. Peço apoio sério e constante para prevenção e cuidados, especialmente para os mais pobres e vulneráveis”, afirmou.

A doença é causada por uma bactéria que danifica o tecido do pulmão do paciente. Por meio da tosse, a doença pode ser facilmente transmitida para outros.

“Menos pessoas estão morrendo de tuberculose, e menos estão adoecendo. É um grande progresso. Mas não é motivo para complacência”

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU

Ainda que um pequeno número de infectados com a bactéria desenvolva a doença, ela tem altas taxas de mortalidade caso o paciente não receba o tratamento adequado.

O problema é especialmente grave entre portadores do vírus HIV, mais suscetíveis a desenvolver a doença – que é a maior causadora de mortes nesse grupo. Além disso, muitas pessoas HIV positivas se deparam com variações de tuberculose cada vez mais resistente a medicamentos.

Os maiores desafios agora são o diagnóstico e o tratamento adequado a essa tuberculose resistente.

“A maior parte do financiamento para aumentar o tratamento da tuberculose resistente é necessária nos Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul) e em países de renda média”, diz o relatório da OMS.

Outro alerta da organização é que, “apesar da disponibilidade de tratamentos altamente eficazes há décadas, a tuberculose segue sendo um grande problema global”.

FONTE: BBC BRASIL

Paula Adamo Idoeta

Da BBC Brasil em São Paulo

Atualizado em  21 de setembro, 2011 – 19:44 (Brasília) 22:44 GMT

Foto: APRegulamentação da emenda pode definir que gastos devem ser considerados investimentos em saúde

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana a regulamentação da Emenda 29, que determina os percentuais mínimos das verbas para investimentos na saúde nos âmbitos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Um dos objetivos da Emenda 29, que agora segue para o Senado, é esclarecer que tipo de gastos podem ser considerados investimentos na saúde, para evitar que o dinheiro seja usado para outras finalidades.

No entanto, a votação veio acompanhada de uma polêmica: o debate para a criação de um novo imposto que financiasse esses gastos.

Por 355 votos a 76 e 4 abstenções, os deputados aprovaram um destaque do DEM que retira a base de cálculo da Contribuição Social para Saúde (CSS), acabando com a possibilidade que um novo imposto seja criado para financiar a saúde.

De um lado, o Congresso vinha resistindo à criação de um novo imposto, por conta do ônus político que ele representa. De outro, o governo vinha insistindo para que, ao votar a regulamentação da emenda, os congressistas definissem de onde viria o dinheiro para financiá-la.

Entenda o que é a Emenda 29 e que impactos sua aprovação trará à saúde.

O que é a Emenda 29?

A emenda foi aprovada inicialmente em 2000, determinando os valores mínimos que governos federal, estaduais e municipais devem gastar na área da saúde.

Os municípios devem aplicar no mínimo 15% da arrecadação de impostos; os Estados, 12%; e a União deve corrigir os gastos do ano anterior de acordo com a variação nominal do PIB.

O que acaba de ser votado na Câmara?

O que foi aprovado é o projeto de lei 306/08, que regulamenta a Emenda 29 e que aborda:

– Quais gastos podem ser contabilizados como investimentos em saúde;

– As receitas da União a serem aplicadas na saúde;

– Uma nova fonte de recursos para a saúde: o texto base do projeto de lei aprovado em 2008 no Plenário previa a criação da Contribuição Social da Saúde (CSS), nos moldes da extinta CPMF.

Vai haver um novo imposto?

Plenário da Câmara em foto de 2010Na Câmara, deputados rejeitaram a criação de um novo imposto para a saúde

Esse é o principal motivo da polêmica. O texto base do projeto em debate prevê a criação da CSS, mas um destaque do DEM – e aprovado pelo Plenário – retira da redação a base de cálculo da taxa, inviabilizando, assim, sua cobrança.

O governo critica a aprovação do texto sem a definição de uma fonte de recursos. Já a oposição diz que os recursos devem vir do próprio orçamento, a partir de melhorias de gestão.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse, segundo a Agência Câmara, que não há “clima político” para a criação de um novo imposto e pediu que os recursos venham de readequações no orçamento e de áreas como os royalties do petróleo. Também levantou-se a hipótese de elevar os impostos sobre cigarros e bebidas alcoólicas.

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) disse à BBC Brasil, porém, que o dinheiro do petróleo não vai resolver o problema, já que é uma fonte de renda variável.

Quais os argumentos relacionados ao eventual novo imposto?

O tucano Álvaro Dias rejeitou a aprovação da nova cobrança, dizendo que “os recursos existem, é uma questão de prioridades” e citando um estudo do Banco Mundial que sugere melhorias na gestão do SUS (Sistema Único de Saúde).

O petista Vaccarezza disse que há melhorias em curso e que governo está colocando na saúde “tudo o que é exigido”, mas, mesmo assim, o setor “vai eventualmente precisar de recursos adicionais, e vamos discutir isso com a sociedade”.

Arthur Chioro, do conselho de secretarias municipais, diz por sua vez que “não é possível ter um sistema universal da saúde sem se discutir quem vai pagar a conta. É hipocrisia”.

“Temos como aperfeiçoar mecanismos, mas o fato é que a saúde é subfinanciada.”

No final de agosto, a presidente Dilma Rousseff também pressionou pela aprovação de uma fonte de financiamento para o setor, dizendo que não queria “presentes de grego” do Congresso. “Quero saber como o investimento necessário para garantir que nosso povo tenha saúde de qualidade vai sair.”

“A expectativa é de que a regulamentação assegure um fluxo contínuo de recursos à saúde, dando previsibilidade (às contas do setor) e instrumentos para que a sociedade possa cobrar o uso do dinheiro.”

Bento Cardoso dos Santos, coordenador do programa de gestão em saúde do Insper

A posição, porém, contrasta com um discurso de campanha da então candidata a presidente, em 2010, assumiu o “compromisso de lutar pela Emenda 29” justamente em defesa dos “princípios de universalização de melhoria na qualidade da saúde”.

A regulamentação da emenda trará benefícios?

É o que preveem os observadores. Para Bento Cardoso dos Santos, coordenador do programa de gestão em saúde do Insper, “a expectativa é de que a regulamentação assegure um fluxo contínuo de recursos à saúde, dando previsibilidade (às contas do setor) e instrumentos para que a sociedade possa cobrar o uso do dinheiro”.

Atualmente, os Estados são criticados por contabilizar como gastos com saúde investimentos em áreas como saneamento básico e pagamento de planos médicos a servidores públicos, por exemplo.

Com a regulamentação, para que sejam considerados gastos com a saúde, os investimentos deverão atender a pré-requisitos, como serem destinados a ações e serviços de acesso universal e serem de responsabilidade específica do setor de saúde.

Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), a regulamentação evitará os desvios de finalidade dos recursos, “trazendo mecanismos para evitar que governos façam contabilidade falsa” e dando “condições (de fiscalização) para os tribunais de contas”.

Os repasses para a saúde vão aumentar?

Dilma em Brasília, em foto de 14 de setembroDilma pediu que Congresso definisse uma fonte de financiamento para a saúde

Isso não está claro. Dependerá, por exemplo, de eventuais alterações na base de cálculo da origem dos recursos.

Em uma distorção no texto, o projeto mudou o montante que serve de base para calcular os 12% que os Estados devem repassar a saúde. Esse montante deixa de incluir o dinheiro do Fundeb (fundo de recursos destinados à educação).

Na prática, isso significa que os 12% são calculados em cima de um montante de dinheiro menor – o que deve reduzir entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões dos repasses estaduais ao setor, segundo cálculos de diferentes partidos.

Acredita-se, porém, que o item relacionado ao Fundeb deva ser corrigido quando o texto chegar ao Senado para votação, após passar pela Câmara.

No âmbito das cidades, muitas dizem já estar sobrecarregadas por já gastarem mais do que são obrigadas por lei com a saúde.

“A maioria dos municípios já aplica mais de 15% com a saúde; alguns, acima de 30%. O grande ganho (da emenda) será definir quais gastos poderão ser feitos (no setor)”, disse à BBC Brasil Arthur Chioro, presidente do conselho de secretarias da saúde municipais e secretário da Saúde de São Bernardo do Campo (SP).

FONTE: BBC BRASIL

Atualizado em  27 de setembro, 2011 – 05:17 (Brasília) 08:17 GMT

Modelo bebe xícara de café durante a Milan Fashion Week, em 22 de setembro de 2011Estudo sobre consumo de café foi feito entre mais de 50 mil mulheres

Uma pesquisa indica que mulheres que bebem duas ou mais xícaras de café por dia são menos propensas a sofrer de depressão.

Ainda que as razões desse efeito não estejam claras, os autores acreditam que a cafeína pode alterar a química do cérebro. O estudo mostrou ainda que café descafeinado não teria o mesmo efeito.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na publicação especializada Archives of Internal Medicine e provêm de um estudo realizado entre mais de 50 mil enfermeiras.

Uma equipe de especialistas do Harvard Medical School acompanhou a saúde do grupo de mulheres pesquisado ao longo de uma década, entre 1996 até 2006, e fez uso de questionários para registrar o consumo de café por parte delas.

Entre as pesquisadas, apenas 2.600 deram sinais de depressão ao longo deste período. E, destas, a maior parte consumia pouco café ou não tomava a bebida.

Comparadas com as mulheres que bebiam apenas um copo de café por semana ou até menos, aquelas que consumiam duas a três xícaras por dia tinham 15% a menos de chance de sofrer depressão.

Aquelas que bebiam quatro ou mais xícaras por dia tinham 20% de chance a menos de ter depressão.

Suicídios

A pesquisa mostrou ainda que consumidoras regulares de café estavam mais propensas a fumar, beber álcool e menos envolvidas com atividades da Igreja ou grupos voluntários ou comunitários. Elas também estavam menos propensas a ficar acima do peso e a sofrer pressão alta ou diabetes.

Os cientistas afirmam que a pesquisa contribui para outros estudos que indicam que consumidores de café têm índices de suicídios mais baixos.

Os pesquisadores de Harvard acreditam que a cafeína seja o principal agente nesse processo, já que a substância é conhecida por sua capacidade de realçar sentimentos de bem estar e de energia.

Mas ainda é preciso realizar mais pesquisas para verificar se a substância é útil para prevenir a depressão.

Uma outra possibilidade, dizem os pesquisadores, é que pessoas com propensão à depressão optem por não tomar café porque a bebida possui muita cafeína. Um dos sintomas mais comuns da depressão é perturbação do sono e a cafeína pode exacerbar essa condição, por ser um estimulante.

O excesso de cafeína também é capaz de realçar sensações de ansiedade.

FONTE: BBC BRASIL

Atualizado em  30 de setembro, 2011 – 11:44 (Brasília) 14:44 GMT

Representação artística de partícula do vírus da Aids (SPL)Várias vacinas contra o HIV estão sendo estudadas atualmente

Pesquisadores da Espanha testaram uma vacina contra o HIV e conseguiram limitar a ameaça do vírus à uma infecção de gravidade menor comparável a herpes em 90% dos voluntários que participaram da pesquisa.

A vacina desenvolvida pelo Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha se chama MVA-B e foi testada em 30 voluntários saudáveis, 24 receberam o tratamento com a vacina e outros seis receberam um placebo.

Os testes clínicos estão na primeira fase e, além dos 90% dos voluntários terem desenvolvido uma resposta imune ao vírus, 85% deles mantiveram esta resposta durante, pelo menos, um ano.

Os resultados da pesquisa foram publicados nas revistas especializadas Vaccine e Journal of Virology.

Treinamento

O sucesso do tratamento tem como base o fato de que o sistema imunológico pode ser treinado para responder a partículas do vírus e células infectadas.

Segundo o professor Mariano Esteban, o pesquisador responsável pelo desenvolvimento da vacina, o processo com a MVA-B funciona como “mostrar uma foto do HIV para que (o sistema imunológico) seja capaz de reconhecê-lo se o encontrá-lo no futuro”.

As células principais desta experiência são os linfócitos T e B, os “soldados” encarregados de detectar substâncias estranhas no organismo e enviar os sinais necessários para destruí-las.

“Nosso organismo está repleto de linfócitos, cada um programado para lutar contra uma patogenia diferente”, disse o cientista.

“É preciso submetê-los a um treinamento quando se trata de uma patogenia que não podem vencer naturalmente, como é o caso do HIV”, acrescentou.

Os linfócitos B produzem os anticorpos que atacam o vírus antes que eles infectem as células. Os exames de sangue dos voluntários feitos na 48ª semana do tratamento revelaram que 72,7% dos voluntários tratados mantiveram os anticorpos específicos contra o HIV.

Os linfócitos T, por sua vez, são encarregados de detectar e destruir as células infectadas. Os exames de sangue realizados na 48ª semana do tratamento, 32 semanas depois da última aplicação da vacina, revelaram que 38,5% desenvolveram um tipo de linfócito T que luta contra o HIV, chamado CD4+. Outros 69,2% tinham desenvolvido outro tipo de linfócito T que luta contra o vírus, chamado CD8+.

Cautela e próximos passos

Os pesquisadores informaram que não ocorreu nenhum efeito adverso e a saúde dos voluntários no teste da vacina não foi afetada.

Mas, apesar do otimismo, os médicos envolvidos nos testes recomendam cautela.

“Os resultados precisam ser encarados com cautela, já que o tratamento só foi feito em 30 voluntários e, ainda que estimulem uma resposta potente na maioria dos casos, é cedo para prever se as defesas induzidas (pela vacina) vão evitar a infecção”, disse o médico Felipe García, responsável pela equipe de pesquisa da vacina no Hospital Clínic, em Barcelona.

O próximo passo da pesquisa espanhola é verificar a eficácia da vacina em pessoas infectadas com o HIV, para verificar se ela realmente reduz a contagem viral.

O pesquisador Mariano Esteban demonstra otimismo com as próximas fases.

“A vacina MVA-B provou ser tão potente como qualquer outra vacina em estudo atualmente, ou ainda mais”, afirmou.

FONTE: BBC BRASIL

29/09/2011 , às 14h29

Ministério da Saúde recomenda que a vacinação prossiga nos municípios que ainda não atingiram a meta de 95% do público-alvo

A campanha de vacinação contra o sarampo termina, nesta sexta-feira (30), com sucesso. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de vacinar 95% do público-alvo (crianças de um a menos de sete anos de idade) foi superada. Foram vacinadas no Brasil, até o momento, 16.565.389 (equivalente a 96,9%) das crianças na faixa etária estabelecida. O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que não atingiram a meta dêem prosseguimento à vacinação.

Em duas regiões do país (Sul e Sudeste), todos os estados atingiram a cobertura mínima (veja a cobertura de cada estado no fim do texto).  Já na Região Norte, apenas o estado de Tocantins superou a meta, enquanto que nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, os estados do Maranhão e Mato Grosso, respectivamente, também registram coberturas inferiores a 95%.

MONITORAMENTO –OMinistério da Saúde, em parceria com estados e municípios, fará em todo o Brasil o Monitoramento Rápido de Cobertura (MRC). Esta iniciativa serve para avaliar as coberturas vacinais alcançadas na Campanha de Seguimento contra o Sarampo. Na oportunidade, as crianças que forem encontradas sem o registro de vacinação, serão vacinadas.

“A vacina é a única maneira de proteger contra a doença, razão pela qual,queremos garantir a máxima cobertura em todo o país”, ressalta o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. O monitoramento terá início em dia 15 de outubro e prosseguirá até o fim de novembro. “Esta estratégia tem como objetivo validar os dados administrativos registrados durante a campanha, permitindo ainda uma nova oportunidade de vacinação para o grupo alvo.” O secretário explica que as equipes de saúde dos estados e municípios percorrerão, de forma amostral, os domicílios incluídos nesse estudo.

O Ministério da Saúde investiu R$ 146,7 milhões na compra e distribuição das doses, agulhas e seringas. Para a organização das campanhas regionais, foram repassados mais R$ 16,3 milhões aos estados e municípios.

DOENÇA – O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após o surgimento das manchas. A vacina é o meio mais eficaz de prevenção sendo ofertada na rede pública de acordo com os calendários de vacinação do PNI.

O Brasil passou a utilizar a vacina em meados da década de 1960, conforme as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente a vacinação ofertada nas 35 mil salas de vacinação em todo o país. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) realiza também ações complementares para a melhoria da cobertura vacinal, incluindo a intensificação das ações de vacinação, bloqueio vacinal, bem como as campanhas de seguimento (quatro em quatro anos) como o intuito de manter a prevenção, controle e eliminação do sarampo.

Até julho de 2011, os estados e os municípios notificaram ao Ministério da Saúde a ocorrência de 18 casos de sarampo no Brasil, relacionados à importação do vírus de genótipo D-4, que circula na Europa. Os casos foram nos estados do Rio Grande do Sul (7), Rio de Janeiro (4), São Paulo (3), Bahia (1), Mato Grosso do Sul (1), Piauí (1) e no Distrito Federal (1).

“É importante ressaltar que, desde 2000, o vírus selvagem não circula no país. Destaca-se a importância da vigilância ativa para que o país permaneça livre da circulação do vírus selvagem. Na ocasião todas as medidas foram adotadas para impedir a ocorrência de outros casos da doença”, explica a coordenadora do PNI, Carla Domingues.

Resultados da vacinação do sarampo por UF

UF

Total

 

Meta

Doses

Cobertura.

AC

96.800

87.611

     90,51%

AM

453.769

386.599

     85,20%

AP

84.288

74.277

     88,12%

PA

901.061

775.023

     86,01%

RO

158.411

146.553

     92,51%

RR

57.869

46.841

     80,94%

TO

151.189

147.285

     97,42%

NORTE

1.903.387

1.664.189

     87,43%

AL

335.015

323.582

     96,59%

BA

1.324.102

1.260.303

     95,18%

CE

791.360

776.215

     98,09%

MA

783.657

718.156

     91,64%

PB

356.449

348.056

     97,65%

PE

841.379

849.558

   100 %

PI

307.711

295.887

     96,16%

RN

292.200

278.538

     95,32%

SE

207.638

206.681

     99,54%

NORDESTE

5.239.511

5.056.976

     96,52%

ES

302.240

300.250

     99,34%

MG

1.580.409

1.595.552

   100%

RJ

1.235.980

1.195.370

     96,71%

SP

3.339.134

3.342.287

   100%

SUDESTE

6.457.763

6.433.459

     99,62%

PR

879.743

855.870

     97,29%

RS

805.694

802.491

     99,60%

SC

499.305

496.749

     99,49%

SUL

2.184.742

2.155.110

     98,64%

DF

236.967

233.324

     98,46%

GO

539.567

528.169

     97,89%

MS

234.108

225.254

     96,22%

MT

298.474

268.908

     90,09%

C.OESTE

1.309.116

1.255.655

     95,92%

BRASIL

17.094.519

16.565.389

    96,90%

 Fonte: Programa Nacional de Imunizações

Por Mauren Rojahn, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa (61) 3315-6266/3560

FONTE: http://www.saude.gov.br

Bactérias da tuberculose. Foto: CDC/Wikimedia Commons

Situação é alarmante, diz OMS; leste europeu tem mais casos (Foto: CDC/Wikimedia Commons)

Um plano foi elaborado para tentar conter casos de um tipo de tuberculose resistente a medicamentos em 53 países europeus, em um problema descrito pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como “alarmante”.

A infecção é maior no leste da Europa, enquanto no oeste do continente, Londres tem o maior índice de ocorrências da doença entre as capitais.

A OMS estima que há 81 mil casos do tipo resistente de tuberculose por ano na Europa, embora muitos países apresentem falhas nos diagnósticos.

O plano pretende aumentar os diagnósticos e os acessos a tratamentos. Especialistas acreditam que ele tenha o potencial de economizar 120 mil vidas, além de vários bilhões de dólares, até 2015.

Problema europeu

A Rússia, a Ucrânia e o Azerbaijão estão entre os países com a maior incidência da doença.

Os casos de tuberculose na Grã-Bretanha estão concentrados nas grandes cidades. Há 3.500 casos em Londres por ano.

Em 2009, foram registrados 58 casos do tipo resistente da tuberculose no país. A resistência pode aumentar casos os pacientes não sigam a medicação à risca.

“Embora os números gerais sejam baixos, a tendência é de aumento nos casos na última década”, afirma o médico Ibrahim Abubakar, especialista em tuberculose da Agência de Proteção à Saúde britânica.

“Não podemos ser complacentes. O custo de administrar cada caso pode ser aumentado para várias centenas de milhares de libras”, diz.

“Enquanto uma pessoa está infectada, outras podem pegar a tuberculose. Os grandes números no leste europeu representam uma falha na tomada de ação.”

O especialista pede que médicos e centros de atendimento estejam vigilantes para detectar possíveis casos.

A tuberculose é uma infecção contraída pelo ar que, embora tenha tratamento, ainda é fatal em cerca de 7% dos casos. Quase metade dos pacientes que contraem a forma resistente a medicamentos da doença acabam morrendo.

No Brasil, segundo dados do governo federal, a tuberculose é a terceira causa de mortes por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com Aids.

A OMS elogiou o serviço britânico para tratar da doença, que utiliza uma van com equipamento portátil de raio-X para examinar moradores de rua e dependentes de drogas.

“Todos nós podemos estar expostos (à tuberculose), e não apenas as populações vulneráveis, como os imigrantes e os prisioneiros”, disse Ogtay Gozalov, do escritório europeu da OMS.

“Se os Estados-membros não agirem agora, pode haver uma situação dramática no futuro.”

Coquetel

A advogada inglesa Anna Watterson contraiu o tipo resistente de tuberculose enquanto estudava Direito e morava no noroeste de Londres.

Ela afirma ter se recuperado totalmente, mas perdeu um ano de estudos e passou quatro meses no hospital.

“Eu tinha uma tosse que não acabava nunca, perdi peso e tive sudorese noturna”, disse ela à BBC.

“Eu visitei meu médico de família algumas vezes, mas não havia suspeita de tuberculose devido ao meu retrospecto e à minha idade – eu estava na faixa dos 20 anos”, afirmou.

“Assim que entrei no hospital, comecei com o tratamento básico com três medicamentos. Mas seis semanas depois, veio a notícia deprimente de que nenhum deles havia funcionado”, disse.

“Com o novo coquetel de remédios, fiquei me sentindo mal. Eu tive hematomas por injetá-los, e um dos efeitos colaterais era sensibilidade com o Sol. Sendo uma ruiva de cor pálida, isto me obrigava a sair de luvas na rua durante o verão.”

FONTE: BBC BRASIL

Atualizado em  14 de setembro, 2011 – 08:43 (Brasília) 11:43 GMT

Turista em frente à Torre Eiffel em Paris: rindo à toa

Dar uma boa gargalhada libera substâncias químicas que agem como analgésico natural, reduzindo a dor, indica uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

Para testar a hipótese, os pesquisadores mediram as reações de voluntários à dor – por exemplo, colocando uma sacola de gelo sobre o braço para medir quanto tempo eles aguentavam.

Depois, eles foram divididos em dois grupos – o primeiro assistiu a um vídeo de comédia de 15 minutos, e o outro assistiu a uma filmagem que os pesquisadores consideraram entediantes, como programas de golfinhos.

Quando foram novamente submetidos a dor, os que tinham dado gargalhadas foram capazes de suportar até 10% mais dor que antes de rir, indicou a pesquisa.

Já os que assistiram a programas entediantes foram menos capazes de suportar dor que antes de assistir ao filme.

Euforia

O coordenador da pesquisa, professor Robin Dunbar, acredita que uma risada incontrolável libera endorfina, uma substância química que não apenas gera certa euforia como atua como analgésico.

“É o esvaziamento dos pulmões que causa o efeito”, disse o pesquisador à BBC.

“É exatamente o que acontece quando alguém diz que riu até doer. Soa como uma experiência bastante dolorosa, e é a dor que produz o efeito da endorfina.”

A pesquisa indicou que uma risadinha contida não basta; é preciso uma boa gargalhada para ter o efeito.

Além do quê, nem todos os programas de comedia têm o mesmo resultado. Humor bobo, tais como o de programas como Mr. Bean, e até mesmo do seriado Friends, parecem ser mais eficazes.

Já os monólogos de comediantes, no estilo stand-up comedy, não elevaram a tolerância dos voluntários à dor.

“Fico um pouco hesitante de dizer isso, mas tínhamos uma série de vídeos do (bem-sucedido comediante britânico) Michael McIntyre, que achávamos que teria um bom efeito. Mas acho que esse tipo de humor é muito cerebral para gerar grandes gargalhadas”, disse Dunbar.

Praticante de risoterapia levantando o astral em campo de ioga na Índia

Efeito social

Os pesquisadores não mediram diretamente o nível de endorfina nos voluntários porque isto envolveria a extração de fluidos através de uma longa agulha – um procedimento que provavelmente geraria mau humor entre o grupo e influenciaria os resultados.

Para o professor Dunbar, a pesquisa pode ajudar a explicar o papel do riso no estabelecimento da sociedade humana, dois milhões de anos atrás.

Enquanto todos os primatas são capazes de rir, só os humanos são capazes de gargalhar e, portanto, liberar endorfina através do riso.

A teoria do professor Dunbar é que a endorfina favoreceu a criação de laços sociais entre os indivíduos da espécie.

“Neste estágio, quisemos mostrar que, sim, rir ativa endorfina. O próximo passo será avaliar se dar risadas realmente faz com que grupos fiquem mais próximos, trabalhem em equipe e demonstrem mais generosidade”, disse o pesquisador.

Se este for o caso, poderia explicar porque, há 2 milhões de anos, as tribos de humanos uniam até cem pessoas, enquanto a de primatas de grande porte contemporâneos chegavam apenas à metade deste número.

FONTE: BBC BRASIL

Foto: Creative Commons

O açafrão-do-prado já era usado como veneno e remédio na Grécia e Egito antigos

Um novo remédio feito com uma flor que já tinha usos medicinais no Egito antigo pode destruir células de câncer, segundo uma pesquisa realizada por cientistas britânicos.

A nova droga produzida a partir do açafrão-do-prado (Colchicum autumnale) circula na corrente sanguínea, mas só é ativada por uma substância química emitida por tumores malignos.

Ela atacaria então as células cancerosas que se espalharam, mas deixaria intactos os tecidos saudáveis.

O remédio foi testado com sucesso em camundongos contra câncer de mama, intestino, pulmão e próstata, mas deve ser eficiente contra qualquer tipo de tumor sólido, segundo os pesquisadores.

Nos testes de laboratório, metade dos camundongos ficou completamente curada após uma única injeção da droga e houve redução no ritmo de crescimento dos tumores em todos os animais testados.

Os testes clínicos devem começar em até dois anos.

‘Inanição’

Os pesquisadores dizem que a chave para o sucesso do tratamento é que ele é ativado por uma enzima usada pelos tumores para invadir os tecidos a seu redor.

Uma vez ativado, o remédio destrói as veias que alimentam o tumor e faz com que o câncer morra de inanição.

“O que criamos é, efetivamente, uma ‘bomba inteligente’, que pode ser direcionada a matar qualquer tumor sólido, aparentemente sem danificar os tecidos saudáveis”, disse o líder da pesquisa da Universidade de Bradford, Laurence Patterson.

Veneno

Foto: PAO pesquisador Laurence Patterson diz que remédio funciona como ‘bomba inteligente’

O extrato do açafrão-do-prado tem um histórico de usos medicinais e também como veneno na Grécia e no Egito antigos.

Mais frequentemente, a substância colchicina, retirada da planta, é usada no tratamento de crises de gota.

Tentativas anteriores de usá-la no combate ao câncer fracassaram devido à alta toxicidade do composto, mas o problema teria sido resolvido depois que a equipe britânica conseguiu torná-la inofensiva até entrar em contato com um tumor.

A nova droga pertence à mesma família de remédios do Paclitaxel, o agente de quimioterapia mais usado no mundo, produzido a partir da casca da árvoreTaxus brevifolia.

“Se (os resultados) forem confirmados em testes de laboratórios mais extensos, os remédios baseados nessa abordagem podem ser muito úteis como parte de uma combinação de tratamentos contra diversos tipos de câncer”, disse Paul Workman, do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres.

Pacientes do Hospital de St. James, em Leeds, poderão ser os primeiros a testar o novo remédio dentro de 18 a 24 meses.

FONTE: BBC BRASIL