O Instituto Nacional de Câncer (Inca) prepara o mapa molecular do câncer de pulmão e do linfoma, dois tipos de tumores bastante recorrentes na população brasileira. O objetivo do mapeamento é oferecer uma terapia específica para cada paciente.

O perfil molecular leva em conta cerca de 130 mil atendimentos mensais em quimioterapia e 98 mil em radioterapia, todos realizados em ambulatórios.
O estudo busca compreender as alterações cromossômicas das células de cada tumor para que, a partir daí, possam ser definidas drogas específicas para cada tipo de paciente. Em outros países, a individualização do mecanismo de ação de novas drogas, de acordo com a alteração genética da célula de câncer que se pretende atingir, já é uma realidade, explica o coordenador de Pesquisa Clínica do Inca, o médico Carlos Gil Moreira Ferreira.
O médico explica ainda que, justamente pela dificuldade de acesso a terapias modernas e a novos medicamentos é que foram criados o Banco Nacional de Tumores, em 2005, e, mais recentemente, a Rede Nacional de Pesquisas Clínicas em Câncer (RNPC-Câncer).
Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Ferreira disse que a primeira etapa de trabalho no mapa está quase concluída e, até julho, o Inca espera divulgar os primeiros dados sobre câncer de pulmão no Brasil, considerado o mais letal e o mais associado ao fumo.