8.5.2011

 

A reunião trará os representantes dos países-membros da Organização das Nações Unidas. Nesta semana, foram completados 30 anos da descoberta do vírus HIV

No momento em que se completa 30 anos da descoberta do HIV, o mundo reúne-se novamente em Nova Iorque (EUA) para avaliar avanços e obstáculos, na resposta global à epidemia de aids. Na Reunião de Alto Nível sobre Aids, que começa hoje (8) e vai até sexta-feira, serão analisadas as propostas futuras para o enfrentamento da doença. O Ministério da Saúde do Brasil estará presente em discussões sobre a incorporação de novas tecnologias, o enfrentamento da feminilização da doença e responsabilidade compartilhada na resposta global, entre outros temas.

 

A reunião dos representantes dos Estados-membros da Assembleia Geral das Nações Unidas vai tratar do enfrentamento ao HIV e aids, com base nos compromissos selados na primeira reunião, em 2006. A meta – o acesso universal para a prevenção, o tratamento e a atenção ao agravo – foi pactuada em Sessão Especial em 2001. Nominada como United Nations General Assembly on HIV/AIDS – UNGASS, a sessão buscou ir de encontro à crise global em que havia se transformado a aids desde o início da década de 1980.

 

“Percorremos um longo caminho ao momento atual, no qual os portadores do vírus com acesso a tratamentos adequados têm qualidade de vida e longevidade preservadas. Levaremos à conferência nossa parceria com a sociedade na elaboração das estratégias de combate à Aids”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele lembra que o país é referência internacional no combate à doença. Há 20 anos, quando foram descobertas as primeiras drogas, o país iniciou a oferta do tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há 15 anos o serviço é universal, beneficiando, hoje, 210 mil brasileiros.

Um dos mais recente avanços na cooperação internacional do Brasil foi a sanção da lei, que estabelece a doação pelo governo federal de US$ 2 por brasileiro que viajar ao exterior. Os recursos serão convertidos em medicamentos para as populações que não tem acesso ao tratamento.

A reunião

Durante dois dias, a Reunião de Alto Nível sobre Aids de Nova Iorque pretende ser um espaço para que os Estados-membros revisem os compromissos assumidos em 2001 e 2006. A expectativa é que os governos pactuem uma nova Declaração que reafirme os compromissos atuais no sentido de se executar, de forma sustentável, a resposta global contra a epidemia. A abertura será feita pelo presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, seguido do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e do Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. O Brasil está inscrito e deve fazer intervenções em todas as plenárias. À frente da delegação brasileira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala, dia 09, sobre “Inovações e Novas Tecnologias”.

 “Responsabilidade Compartilhada – um novo pacto global para o HIV” é o primeiro assunto a ser tratado nas cinco plenárias da Reunião, logo após a abertura oficial do evento esta manhã. À tarde, é a vez do tema “Prevenção – o que pode ser feito para chegar a zero infecções?”. Esse painel irá permitir uma discussão de prioridades, tais como a importância de acelerar as intervenções de prevenção específicas e eficazes, incluindo a eliminação do estigma e da discriminação. O Brasil estará representado no debate pelo secretário Jarbas Barbosa, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde. Jarbas falará sobre a experiência nacional que busca a superação de barreiras para a prevenção entre grupos vulneráveis à doença, além da importância de sensibilizar os jovens para liderar os esforços de prevenção ao HIV.

 A necessidade de assegurar atenção adequada à vulnerabilidade do público feminino à aids, bem como as ligações entre a violência e infecções pelo HIV em mulheres estarão em pauta na tarde de quinta-feira, no painel: Mulheres, Meninas e HIV. O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, fará apresentação sobre o Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Aids e outras DST. A ideia é mostrar como o Brasil busca superar as desigualdades das mulheres em relação a aspectos econômicos, socioculturais, raciais e étnicos. O tema “Integrando a Resposta a HIV/Aids a Agenda Mais Ampla de Saúde e Desenvolvimento” finaliza, na sexta-feira, os debates das plenárias.

 A programação oficial traz ainda cinco painéis interativos. As discussões serão abertas, também, à participação de observadores, representantes do Sistema das Nações Unidas, assim como da sociedade civil e do setor privado. As organizações não governamentais também estarão presentes durante os eventos paralelos. As Nações Unidas organizaram para o terceiro setor 26 reuniões, painéis e mesas redondas sobre diversos temas relacionados ao HIV e aids. Os eventos terão ainda a participação de organismos internacionais e delegações nacionais.

Fonte: http://www.saude.gov.br