Criado hoje pelo Ministério da Saúde, o grupo terá seis meses para apresentar um plano de ação sobre a introdução da vacina pelo SUS


O Ministério da Saúde terá um grupo de trabalho para elaborar um plano de ação para acompanhar o processo de desenvolvimento, produção e implantação da vacina contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde. Atualmente, três laboratórios realizam pesquisas sobre a vacina: Instituto Butantan, em parceria com o norte-americano NIH (Nacional Institutes of Health); Biomanguinhos da Fiocruz, em parceria com a GSK; e laboratório francês Sanofi Pasteur. Confira portaria publicada.

O grupo também será responsável, em conjunto com especialistas – pela definição de estratégias de vacinação, bem como a avaliação de seu impacto e monitoramento de eventuais efeitos adversos. Será composto por representantes de duas secretarias do Ministério da Saúde – Vigilância em Saúde e Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos – além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Também caberá ao grupo acompanhar a realização de estudos, junto a instituições de pesquisas nacionais e internacionais, que tenham por objetivo a revisão de informações sobre os inquéritos de soroprevalência, morbimortalidade e estudos ecoepidemiológicos sobre dengue no Brasil.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explica que o Brasil apoia o desenvolvimento das três vacinas, tanto das duas brasileiras – Fiocruz e do Butantan – mas também a que está em desenvolvimento pelo laboratório francês. Ele lembra que o fabricante internacional já está na fase de testes com a população, inclusive aqui no Brasil. “Esperamos que daqui a três anos o Brasil já tenha uma vacina contra a dengue”, observou.

De acordo com o secretário, o grupo de trabalho – que está sendo instituído hoje por portaria publicada no Diário Oficial da União – terá um papel fundamental na definição das estratégias para a aplicação da vacina. O grupo terá o prazo de seis meses, a partir de hoje, para apresentar o plano de ação.

Por Mauren Rojahn, da Agência Saúde – Ascom/MS
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FONTE: MS/BRASIL