27/07/2011

Os testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites, que já são realizados em comunidades do Amazonas e Roraima, serão ampliados para aldeias indígenas de todo o Brasil. Para isso, mais de 70 profissionais de saúde de todo o País participam, até esta sexta-feira, do Treinamento de Multiplicadores para a Implantação de Testes Rápidos em Área Indígena do Brasil. Antes, os pacientes tinham que ser deslocados para áreas urbanas para descobrir se tinham ou não a doença. Agora, com o diagnóstico de 20 minutos, é possível iniciar imediatamente o tratamento para os índios que estão contaminados, como ressalta o Secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Antônio Alves:

“Ao se propiciar a realização de um teste rápido, casado com isso um protocolo que permite a introdução imediata dos medicamentos, quando se comprova a positividade desse exame, então isso faz com que essa população mais confortavelmente tenha assistência, que é a nossa meta enquanto Secretaria Especial de Saúde Indígena.”

A enfermeira Wildys Feitosa foi uma das profissionais de saúde capacitadas. Atualmente, ela atua em uma comunidade de Manaus e fala sobre o resultado do treinamento:

“Nossa, isso é um avanço! E agrega muito de benefícios. Porque eles se queixam muito pela dificuldade que eles têm, por eles não quererem vir para a cidade, para o município. E agora, com a testagem rápida, a gente já consegue sair com um resultado. Eles ficam muito satisfeitos.”

Atualmente, a prevalência de sífilis na população indígena examinada foi considerada elevada pelos pesquisadores. No entanto, a incidência de HIV entre os indígenas foi avaliada  como  baixa.  A meta do Ministério da Saúde é que a testagem de sífilis, HIV e hepatites esteja disponível para os outros estados até o final deste  ano.

 

Reportagem, Débora Rocha

FONTE: MS/BRASIL